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Empresa Nacional de Diamantes de Angola, ENDIAMA E.P, participou,
de 4 a 10 de Fevereiro de 2006, no terceiro encontro da Parceria
Mineira Africana (African Mining Partnership) – um fórum técnico
criado pelos Estados Africanos congregados na União Africana, focalizado
na actividade mineira no continente–, e na 11ª edição da Conferência
de Investimento Mineiro em África, INDABA, que decorreu sob o tema
“O impacto da actividade mineira nas comunidades”.
A delegação da
ENDIAMA E.P foi encabeçada pelo Administrador para Planeamento,
Investimento e Contencioso, Dr. Domingos Tiago Dias, acompanhado
de quadros seniores da companhia, nomeadamente Bernardo Campos (Assistente
do Conselho de Administração), Sebastião Panzo (Director do Gabinete
de Comunicação e Imagem), Felisberto Mateus (Chefe de Departamento
de Expansão e Novos Negócios) e António Domingos (técnico da Direcção
de Planeamento e Investimento).
A participação
da ENDIAMA E.P, nos dois eventos decorridos na Cidade do Cabo, visou:
1) Elevar o nome da empresa no concerto das suas congéneres do continente;
2) Anunciar a
realização da conferência internacional de diamantes de Angola;
3) Informar e
convidar futuros membros à Associação dos Países Africanos Produtores
de Diamantes.
Paralelamente, a comissão para a realização da Feira Internacional
de Minas de Angola (FIMA), liderada por Matos Cardoso (presidente
da Expo-Angola) informou sobre a realização do evento no país e
realizou, no decurso daqueles eventos, encontros com especialistas
sul-africanos no sector mineiro, com o objectivo destes motivarem
o empresariado local do sector a participar da feira de Luanda,
que decorre no próximo mês de Abril.
Histórico
de acções:
A African Mining Partnership realizou o seu terceiro encontro
em que analisou:
a)Benefícios
obtidos com a actividade mineira em alguns países do continente;
b) Actividade
mineira de pequena escala, o chamado “Small-Mining Activity”;
c) Ambiente
e desenvolvimento sustentável;
d) Desenvolvimento
dos recursos humanos;
e) Promoção
do Investimento Estrangeiro e Participação de Nacionais (“indigenous”)
em empreendimentos mineiros;
f)Progresso
do REACH (iniciativa de fiscalização de produtos químicos da União
Europeia).
Este encontro, realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, antecedeu
o encontro anual dos ministros da Geologia e Minas dos países
congregados na União Africana e no pacto de parceria económica
NEPAD.
O encontro da
African Mining Partnership produziu dois documentos de trabalho,
analisados pelos ministros, nomeadamente o comunicado final sobre
o grau do cumprimento das actividades realizadas por países congregados
na iniciativa e uma resolução específica sobre o REACH.
Do conjunto
dos dois documentos produzidos em sessões nos quais participaram
membros da ENDIAMA E.P e técnicos do Ministério da Geologia e Minas,
os ministros além de concordarem com a necessidade de que países
membros imprimam maior dinamismo na realização dos projectos definidos
pela AMP, consideraram os aspectos seguintes:
• Tomando em
atenção a relação de parceria União Africana-União Europeia e
o Plano de Acção adoptado na cidade do Cairo, na cimeira UA-EU,
de 2000;
• Considerando
os esforços para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento
do Milénio, no seguimento da Declaração de Milénio da ONU, que
se seguiu à cimeira da ONU de Setembro de 2000 e posteriormente
reforçado pelo Encontro Mundial de 2002;
• Recordando
a Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (WSSD, em
língua inglesa), decorrida em Joanesburgo, em Setembro de 2002,
e o Plano de Acção de Joanesburgo de 6-8 de Setembro de 2002,
que chama atenção à redução dos efeitos adversos da produção de
produtos químicos até 2020;
• Referindo-se
à carta branca da Comissão Europeia sobre a estratégia futura
para os produtos químicos, adoptada a 13 de Julho de 2001, que
sugere que, através de Registo, Avaliação e Autorização de Químicos
(REACH, em inglês) a protecção à competição de produtos da Indústria
Química Europeia e a protecção da saúde humana e do ambiente dos
riscos químicos sejam reforçados;
• Lembrando
o encontro dos ministros da Parceria Mineira Africana da cidade
do Cabo de 7 de Fevereiro de 2005 e a declaração adoptada sobre
o REACH;
• Reconhecendo que a maioria dos países membros da União Africana
são estados mineiros, ou com potencial mineiro, se explorados
racionalmente para o seu crescimento social e económico;
• Reconhecendo
ainda que as comodidades e materiais não trabalhados, especialmente
minerais e concentrados são importantes para a elevação das estratégias
de luta contra a pobreza e alcance dos objectivos de desenvolvimento
sustentável daqueles Estados membros dependem destes minerais;
• Dependendo
muitos países membros da União Africana do Sector Mineiro como
alavanca da sua economia para vencer o desemprego, aumentar rendimentos
de exportação e industrialização;
• Conscientes
do facto de que apesar de cada vez ser mais imperativa a necessidade
da protecção do ambiente e outras preocupações decorrentes, continuarem
os países africanos a conformarem-se com os mais estritos requisitos
da legislação plasmada no REACH;
• Ao passo
que é vital considerar quer os custos do REACH, tanto financeiros
como sociais, se são ou não proporcionais ao seu fim último de
acessar e gerir riscos relacionados com a exposição dos seres
humanos e o ambiente à substâncias químicas;
Diante
do exposto, deliberaram:
• Os Estados
Africanos apelam à União Europeia a assegurar que a implementação
dos objectivos por si definidos relativamente às substâncias químicas
e especialmente aos propostos na regulação do REACH sejam consistentes
com as políticas comunitárias na esfera de desenvolvimento e cooperação,
em cumprimento com o exposto nos Acordos de Cotonou, no Plano
de Acção do Cairo e noutras obrigações constantes das Leis Internacionais;
• Manifesta
o seu apoio aos objectivos alargados do REACH, tendentes à protecção
do Ambiente e Saúde;
• Expressam
a sua vontade em cooperarem com a União Europeia, dentro do espírito
da parceria União Africana-União Europeia como recentemente foi
demonstrado com a elaboração da Estratégia da União Europeia para
a África, para se encontrarem soluções comuns que impeçam o impacto
negativo do REACH nos países africanos;
• Apela à União
Europeia para que esta se engaje, de maneira substantiva e transparente,
a realizar futuras discussões , possíveis emendas ao draft de
implementação final da legislação do REACH;
• Resolvem
mobilizar os governos africanos, parlamentos, empreendedores e
representações diplomáticas a desenvolver acções estratégicas
de lobby sobre o REACH;
• Enviar, quanto
mais cedo possível, uma delegação ministerial da Parceria Mineira
Africana à Europa para encetar contactos com diversos membros
das sub-comissões da Comunidade Económica Europeia, Sub-comissões
Parlamentares responsáveis pelo REACH bem como aos escritórios
do Conselho Europeu.
Entretanto, um dia depois de terminado o encontro ministerial,
realizou-se a 11ª edição da Conferência Internacional de Desenvolvimento
Mineiro em África, INDABA, sob o tema “Impacto da Actividade Mineira
nas Comunidades”.
O
encontro, que reuniu prelectores da indústria e governantes, comportou
três modalidades de realização, nomeadamente a Plenária de ministros,
o encontro de industriais e a feira de investimento.
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